Custos para abrir e de funcionamento

Custos para abrir uma empresa

O custo de registo de uma empresa é € 360, se for efetuado através do serviço Empresa na Hora (nos balcões ou na internet). Este valor é pago no momento da constituição da empresa, em numerário, cheque ou multibanco.

Empresa na hora: como funciona?

O serviço Empresa na Hora permite-lhe criar a sua empresa de forma rápida, nas lojas de cidadão e balcões do instituto de registos e notariado. No ato de constituição de uma empresa os sócios têm de escolher:

Firma: o nome jurídico da empresa, diferente do nome comercial;
Natureza jurídica da empresa: sociedade por quotas, anónima ou unipessoal por quotas;
Pacto-social: é o contrato de sociedade, onde constam as regras de funcionamento da empresa (identificação dos sócios, montante das quotas ou ações, capital social, sede, atividade, entre outros aspetos).

Com o serviço Empresa na hora, espalhados por todo o país, estas tarefas estão facilitadas. Consegue constituir uma empresa numa hora, escolhendo uma das firmas pré-aprovadas e um dos modelos de pactos sociais pré-aprovados.

Lista de firmas pré-aprovadas do site Empresa na Hora: consulte aqui
Modelos de pactos sociais pré-aprovados do site Empresa na Hora: consulte aqui

Os principais impostos a pagar por quem tenha um negócio são:

IRC: é o imposto sobe o seu lucro. A taxa de IRC em Portugal é 21%. Contudo, no caso das PME’s, os primeiros € 15 000 de lucro são taxados a 17%, e o remanescente a 21%). Se, ao invés de constituir uma empresa, decidir exercer a sua atividade como empresário em nome individual, os seus rendimentos serão tributados em sede de IRS, enquanto rendimentos da categoria B, não havendo lugar ao pagamento de IRC.
IVA: as empresas suportam IVA nas vendas e liquidam IVA nas compras. Ao Estado, é preciso entregar, mensal ou trimestralmente, a diferença entre o IVA suportado e o IVA liquidado. As taxas de IVA em Portugal são 23%, 13% ou 6%, conforme o tipo de bens ou serviços.
Derrama municipal: imposto sobre os lucros, cuja taxa é fixada pelo município da empresa, mas que não pode exceder 1,5%.
Derrama estadual: as empresas com lucros superiores 1,5 milhões de euros suportam são objeto de derrama estadual, às taxas de 3%, 5% ou 9%.
IMT: a transmissão de imóveis para a esfera da sociedade, no ato da sua constituição, poderá implicar a liquidação de IMT.

IRC: Modelo 22, pagamentos por conta e PEC

O IRC não é pago de uma só vez. No que respeita ao pagamento do IRC, as empresas estão obrigadas a proceder da seguinte forma:

Até 31 de maio: entregar a Declaração Modelo 22, referente ao apuramento de IRC do ano anterior.
Até 31 de julho, 30 de setembro e 15 de dezembro: efetuar pagamentos por conta (adiantamentos de IRC ao estado, calculados com base na coleta do ano anterior).
Até 31 de março e 31 de outubro: efetuar pagamentos especiais por conta. Em 2019, passaram a beneficiar de dispensa automática de pagamento do PEC todas as empresas que tenham a sua situação contributiva regularizada.

No primeiro ano de atividade, a empresa está dispensada de efetuar pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta.

Custos de gestão de uma empresa

Comece por fazer um orçamento com todos os custos para abrir uma empresa. Há despesas que só vai ter de suportar uma vez, mas há outras que terá de pagar mesmo que o negócio não dê lucro. Considere os seguintes custos:

Contabilidade

As empresas são obrigadas a contratar, interna ou externamente, os serviços de um Contabilista Certificado, responsável por submeter as declarações fiscais. O custo mensal de um CC pode rondar os € 150 por mês. Existem, ainda, custos associados à aquisição de um software de faturação certificado pela Autoridade Tributária.

Licenças

No portal do empreendedor pode consultar quais as licenças necessárias para o exercício de cada tipo de atividade. Obterá, ainda, informações sobre outro tipo de exigências, como é o caso da obrigação de ter livro de reclamações, caso tenha um estabelecimento aberto ao público.
Quer sejam propriedade da empresa, quer sejam arrendadas, considere os custos associados à manutenção das instalações. Se pertencerem à empresa, terá de pagar condomínio e IMI, se for arrendado, paga uma caução no início do contrato e a renda mensalmente.
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Fornecimentos e serviços externos

Grande parte dos serviços externos contratados pelas empresas envolvem pagamentos mensais. Faça as contas aos seguintes custos:

Eletricidade, água e gás;
Telefone e internet;
Seguros;
Publicidade e redes sociais;
Segurança e equipamento de vigilância;
Viaturas, compra ou leasing automóvel.
Se precisar de contratar pessoas, tem de considerar os custos com o salário, subsídios e contribuições para a Segurança Social. A entidade empregadora é, também, obrigada a dar 35 horas anuais de formação aos seus funcionários.

Financiamento

Caso tenha pedido a um empréstimo, considere o peso da mensalidade do crédito e não ignore a possibilidade da subida das taxas de juro.

Constituir empresa ou ser empresário em nome individual?

Muitas pessoas exercem a sua atividade profissional abrindo atividade nas finanças e não criam uma empresa. Contudo, saiba que constituir uma empresa permite separar o património pessoal dos sócios, do dinheiro do negócio, diminuindo o risco de vir a assumir responsabilidades em caso de falência. Se quer evitar alguns custos associados à criação de uma empresa, descubra as vantagens de ser empresário em nome individual.

Estratégia, Missão, Valores

Estratégia

A empresa presta serviços nas áreas da consultoria de gestão, contabilidade, estudos de mercado, estudos de viabilidade, candidaturas a quadros comunitários de apoio, apoio na obtenção de financiamento bancário, avaliação de empresas para aquisição/venda.

Desde 2003 que apostamos na oferta de soluções globais e credíveis para os nossos Clientes, proporcionando-lhes um acompanhamento integral, disponibilidade, eficácia e qualidade.

Missão

Prestar um serviço competitivo para o Cliente, procurando a melhoria contínua dos processos e a satisfação pessoal e profissional de todos os Colaboradores, favorecendo o desenvolvimento da companhia e a obtenção de resultados no negócio.

Valores

Para que a nossa missão tenha sucesso, é fundamental que esteja alicerçada em valores sólidos, que orientem toda a nossa actividade e sejam reflexo daquilo em que acreditamos:

· Saber e Fazer;

· Ética e Profissionalismo;

· Excelência e Inovação;

· Respeito pelas partes interessadas;

· Espírito de Equipa;

· Dedicação.

A ambição e a orientação para o Cliente farão sempre parte dos valores da empresa.

Compromisso

Comprometemo-nos a melhorar continuamente o que fazemos, para assim contribuir para o desenvolvimento sustentável.

A nossa aposta

“Passo a passo trabalhamos no sentido de engrandecer o nosso mais valioso activo – o cliente”

Serviços

1 – Contabilidade Financeira e Reporting
2 – Assessoria Fiscal
3 – Recursos Humanos
4 – Corporate Finance:
– Avaliações
– Fusões e Aquisições
– Apoios & Incentivos
5 – Consultoria de Gestão
6 – Seguros
7 – Formação
8 – Aconselhamento Financeiro

Passos para abrir uma empresa

Tem uma ideia, um negócio que acha que vai singrar no competitivo mundo empresarial?
Então, passe à ação, faça o seu plano de negócios e avance.
Concretizar as suas aspirações criando uma empresa é o caminho natural.
1 – Antes de mais há que decidir se o negócio que pretende criar tomará a forma de uma sociedade ou se pretende iniciar a actividade em nome individual de modo a adoptar
a forma jurídica mais eficaz para o seu tipo de negócio.
É importante ter especial atenção para esta decisão, de forma a não desperdiçar recursos monetários, nem tempo.

Se pretender desenvolver a empresa de Forma Singular tem três opções:

Empresário em Nome Individual;
Sociedade Unipessoal por Quotas;
Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada.

Caso pretenda constituir uma Empresa Colectiva, terá de ter em atenção as seguintes possibilidades:

Sociedade por Quotas;
Sociedade Anónima;
Sociedade em nome Colectivo;
Sociedade em Comandita;
Cooperativa..

2 – Verifique préviamente se necessita de alguma licença especial para exercer essa actividade (ex. alvará).

3 – Caso opte por uma actividade em nome individual, basta iniciar a actividade nas finanças para poder arrancar com o seu novo negócio.

4 – Caso opte por constituir uma sociedade, deverá decidir que tipo de sociedade irá criar: por quotas, unipessoal por quotas, anónima etc.

5 – Após decidir o tipo de empresa a constituir poderá optar por pedir o certificado de admissibilidade de firma (nome da empresa) ao Registo Nacional de Pessoas
Colectivas ou optar por uma firma da lista de firmas pré-aprovadas.

6 – Também no que diz respeito ao contrato de sociedade (pacto social), poderá proceder à sua celebração por escritura pública e ao seu registo na Conservatória do Registo
Comercial ou optar por um contrato de sociedade tipificado.

7 – Actualmente uma das formas mais utilizadas para a constituição de empresas é a “Constituir Empresa na Hora”, onde com oito simples passos, e somente em 48 minutos, verá a sua empresa criada.
Com a evolução da tecnologia, tornou-se possível evitar deslocações, e “Criar Empresa Online”, através do site oficial do Portal da Empresa.
Para usufruir desta ferramenta basta ser detentor de um Cartão de Cidadão (Ou Certificado Digital) e de um leitor de cartões.

8 – Caso o depósito do capital social ainda não tenha sido efectuado, os sócios devem declarar, sob sua responsabilidade, que o mesmo será depositado, em dinheiro,
no prazo de 5 dias úteis ou proceder à sua entrega nos cofres da sociedade até ao final do primeiro exercício económico.

9 – Agora é necessário proceder ao início de actividade nas finanças (tem 15 dias para o fazer, após a data de constituição da sociedade). Para isso necessita de um
Contabilistas Certificados (ex Técnicos Oficiais de Contas) (contabilista inscrito na Ordem dos Contabilistas Certificados).

10 – Caso o(s) sócio-gerente(s) não sejam remunerados e já descontem para a Segurança Social por outro regime diferente do dos Membros de Orgãos Estatutários (MOE),
poderão pedir a isenção de descontos nessa qualidade.

Este texto pretende ser apenas uma orientação geral, simples e de consulta rápida. Não dispensa a consulta das várias instituições envolvidas no processo e/ou o apoio de profissionais.

A JBS dispõe de um serviço de apoio à criação de novas empresas que o poderá auxiliar em todo este processo. Contacte-nos sem compromisso.

A importância do oficial de contas ou contabilista certificado para as empresas

A Profissão de contabilista é das mais antigas do país e cada vez mais necessária à gestão das empresas.

A actual legislação refere que as instituições sujeitas a imposto sobre o rendimento e que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada segundo os planos oficiais de contas
regularmente aplicáveis, são obrigadas a dispor de Contabilistas Certificados (ex Técnicos Oficiais de Contas) (n.º 1 do art.º 3.º do Decreto-Lei n.º 452/99, de 5/11).

São atribuídas aos Contabilistas Certificados (ex Técnicos Oficiais de Contas) as funções de planificar, organizar e coordenar a execução da contabilidade das entidades que possuam, ou
que devam possuir,
contabilidade regularmente organizada, assumir a responsabilidade pela regularidade técnica, nas áreas contabilística e fiscal das empresas e assinar, conjuntamente com o representante
legal das empresas, as respectivas demonstrações financeiras e declarações fiscais, fazendo prova da regularidade e veracidade.

Compete ainda aos Contabilista Certificado (ex-TOC):
a) Exercer funções de consultoria nas áreas da contabilidade, da fiscalidade e da segurança social;
b) Intervir, em representação dos sujeitos passivos por cujas contabilidades sejam responsáveis, na fase graciosa do procedimento tributário, no âmbito de questões relacionadas
com as suas competências específicas;
c) Desempenhar quaisquer outras funções definidas por lei, adequadas ao exercício das respectivas funções, designadamente, as de perito nomeado pelos tribunais ou por outras entidades
públicas ou privadas.

Contudo, as áreas de actuação dos Contabilistas Certificados (ex-TOC) não se esgotam no articulado legal que rege a sua profissão.

Em muitas empresas os gestores apenas podem contar com o Contabilista Certificado (ex-TOC) como o apoio para obterem informação financeira credível, bem como
para lidar com as cada vez mais difíceis complexidades técnicas e operacionais a nível fiscal.
Além do mais, são estes profissionais que prestam aconselhamento e apoiam na gestão diária.
O Contabilista Certificado (ex-TOC) deverá apoiar uma melhor gestão das organizações, nomeadamente fornecendo sinais de alerta de crise empresarial.
Como um médico se esforça por salvar uma vida, o contabilista tem a obrigação de se esforçar por alertar os empresários para tomarem as melhores decisões.

Um exemplo prátio muito comum é o da necessidade, por parte das empresas, de recorrer ao financiamento bancário para ultrapassarem os desafios da actual conjuntura
ou para o simples financiamento das suas actividades operacionais.

Para isso, é necessário, entre outras exigências, que apresentem contas com toda a transparência e rigor.
É aí que o Contabilista Certificado (ex-TOC) toma um papel de relevo na certificação das contas e no garante da qualidade da informação.

A grande verdade é que há uma necessidade cada vez maior na abrangência e importância que a profissão tem na sociedade, na organização contabilística dos entes sujeitos
a tal e na capacidade contributiva dos contribuintes e o Contabilista Certificado (ex-TOC) tem sido, claramente, uma mais-valia na organização contabilística das sociedades
e das estruturas empresariais onde está inserido.

O contabilista é hoje um consultor que está ao lado das empresas e dos seus decisores, actuando como um agente de apoio ao processo de tomada decisão, por justaposição a
ser um mero narrador de factos consumados e que se envolva apenas em tarefas de rotina.

Nas PME, a função do contabilista é, cada vez mais, a de um consultor interno ou analista de negócio, tornando-se, como tal, um elemento
essencial na condução das empresas e o profissional no qual os decisores mais confiam, pela sua capacidade técnica e polivalência das suas habilitações
e competências, com particular incidência nas áreas da gestão financeira